ABORL-CCF pede ao Ministério da Saúde que inclua otorrinolaringologistas como um dos grupos prioritários para vacinação contra covid-19

Entidade alega que especialistas estão na linha de frente desde o início da pandemia. Especialista em Petrópolis, Marcia Damazio participou do movimento junto a ABORL-CCF. Ela foi contaminada dentro do consultório em abril do ano passado
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A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) se manifestou publicamente nesta terça-feira (26) pedindo ao Ministério de Saúde que inclua os médicos da área como um dos grupos prioritários para a vacinação contra o novo coronavírus já que estão atuando na linha de frente desde o início da pandemia. Esse grupo deve somar aos grupos de risco e demais profissionais da saúde que já estão recebendo a vacina em todo o país.

“Assim, faz-se importante deixar claro que o médico otorrinolaringologista segue, desde o início da pandemia, trabalhando incessantemente no atendimento a pacientes com síndrome gripal, o que nos expõe diretamente ao contato primário com o vírus Sars-Cov-2, uma vez que tal atribuição faz parte de nossos trabalhos em pronto atendimentos, consultórios e hospitais. Também somos, desta forma, capazes de atender e diagnosticar os pacientes, o que leva a uma preocupação maior de contágio por nossos associados”, diz Eduardo Baptistella, presidente da ABORL-CCF, que assina o manifesto publicado no site da entidade.

Marcia Damazio é otorrinolaringologista em Petrópolis e conta que foi contaminada pela covid-19 dentro do consultório no ano passado. Ela foi uma das profissionais que participou do movimento junto a ABORL – CCF em busca dos direitos da especialidade que lida diariamente com os principais sintomas do novo coronavírus.

“Nós, otorrinolaringologistas, mesmo em nossos consultórios nos tornamos linha de frente pois os primeiros sintomas da covid-19 são: coriza, dor de garganta, dor de cabeça, febre, tosse, perda de olfato, entre outros. Sintomas que já fazem parte do nosso dia a dia clínico e que aparecem na primeira semana nos casos de pacientes infectados com o novo coronavírus, nos expondo muitas vezes sem sabermos – nós e os pacientes – da positividade da doença”, afirma.

A especialista lembra que o primeiro registro de paciente com covid-19 foi em fevereiro de 2020 e até este mês de janeiro de 2021 já atendeu muitos outros. “Acabei me infectando em abril pela vulnerabilidade da minha especialidade, mesmo cumprindo com todos os protocolos de atendimento. Acredito que até o momento os critérios adotados para a definição de ‘linha de frente’ para a vacinação são e estão distorcidos da realidade”, destaca a médica, acrescentando que a lista de prioridade deve ser respeitada em todos os municípios em prol da vida.

Marcia Damazio ressalta ainda que a pandemia não acabou e que os números – de casos confirmados e mortes relacionadas a covid-19 – continuam aumentando na cidade e em todo o país. “Não podemos esquecer que a pandemia permanece em curva ascendente inclusive com novas cepas e que devemos continuar com todos os cuidados, como higiene das mãos, uso de máscaras e não aglomeração”, alerta.

Em boletim divulgado nesta terça, a Secretaria Municipal de Saúde informou que 1.901 doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas no município aos grupos prioritários. Já o número de mortos pela doença na cidade subiu para 471, com a confirmação de mais 17 óbitos relacionados ao novo coronavírus.

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