20 de novembro: entenda o Dia da Consciência Negra

A data foi escolhida por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, referência na luta contra a escravidão no Brasil.

O dia 20 de novembro é marcado como o Dia da Consciência Negra desde 2003 em forma de celebração nas escolas e desde 2011 como lei. O Movimento Negro já celebrava a data desde a década de 1960, como uma forma de celebrar a resistência do povo negro na luta contra a escravidão e o racismo no Brasil. A data foi escolhida por marcar a morte de Zumbi dos Palmares, referência na luta contra a escravidão no Brasil.

A história conta que Zumbi, filho de Sabina, nasceu livre em 1655 em Alagoas. Quando ainda era pequeno, foi entregue a um padre e batizado com o nome de Francisco. Nessa época, aprendeu a falar português e começou a participar de celebrações da igreja até os 15 anos, quando decidiu voltar ao Quilombo dos Palmares, que era governado por seu tio.

O Quilombo dos Palmares ficava na região da Serra da Barriga, que hoje pertence ao estado de Alagoas, e é considerado o maior quilombo da história da América Latina, chegando a ter uma população de 20 mil habitantes negros fugidos da escravidão e pessoas consideradas “fora da lei”.

Nos quilombos, a terra e a produção eram coletivas e a agricultura era a principal atividade. Documentos também mostram que existiam olarias, oficinas metalúrgicas, criação de animais, e artesanato, que era vendido nas pequenas vilas próximas e enviados para quem não conseguia fugir dos senhores de engenho.

Em 1678, Ganga Zumba é morto, por envenenamento e a partir desse momento, Zumbi passa a governar Palmares. Em 1964, a maior investida contra o quilombo foi feita. Em meio ao combate, Zumbi acabou sendo ferido, mas conseguiu fugir. Só no dia 20 de novembro de 1965, Zumbi foi morto, após ser entregue por um antigo parceiro. O líder teve sua cabeça exposta no Pátio do Carmo, em Recife, para desmentir os boatos de que era imortal.

Esses motivos levaram o dia 20 de novembro a ser escolhido o dia da Consciência Negra, como uma forma de valorização da comunidade negra e da sua contribuição na história do país.

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